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QUE TAL FICAR UM MÊS INTEIRO SEM GLÚTEN?28/05/18

TOPA FICAR UM MÊS INTEIRINHO SEM COMER GLÚTEN?

A questão toda é que, por questões culturais, regionais, fomos adaptados a comer determinados tipos de alimento. Isso nos mostra uma pequena parte do universo que existe na natureza. 

No Brasil, todo nosso acervo de pequenas refeições (ou pelo menos a maioria) foi criado em torno do trigo e do leite: biscoitos, pães, bolachas, bolos, mais biscoitos de todos os tipos, pão com queijo, pão de queijo, queijo quente e por aí vai. 

Como todo direcionamento fica voltando para opções com pão, imaginar nossa vida sem ele fica difícil mesmo. Nosso cérebro costuma selecionar aquilo que já conhece e já é automaticamente familiar. 

Sempre escuto de meus pacientes quando falo da importância de retirar o pão da alimentação para um organismo menos inflamado: “É impossível viver sem pão”.  Pra mim é impossível viver sem oxigênio, sem água e sem dormir. O resto, tudo que vier é lucro de sobrevivência orgânica. Claro que podemos selecionar novas opções que nos tragam prazer e sabor. 

Mas entenda: aquilo que virou vicio já é um elemento inflamatório em sua vida. Inflama seu corpo, suas emoções, seus hábitos, sua vida. Retirar o trigo (ou glúten, quem quiser assim chamar) é um ato de liberdade e uma provação a si mesmo que você é mais forte que um pão. 

Panqueca sem glúten para substituir o pãozinho de cada dia!

                        

E por que o glúten vicia? 

Existe uma substância presente no trigo chamada de glutenmorfina. Pelo que o nome sugere, tem um efeito idêntico ao da morfina. A morfina é considerada um composto opióide: nome dado quando foi descoberto o efeito que o ópio causava no cérebro.   

O nosso organismo produz opióides naturalmente. Os mais conhecidos são as endorfinas – substâncias responsáveis pelo bem-estar, euforia e prazer. Conclusão: a glutenmorfina age na área de recompensa do cérebro, gerando vicio, compulsão e dependência.

O trigo de hoje não é o mesmo de alguns séculos atrás. Ele vem sofrendo mutação genética há um bom tempo. Devido ao processo de hibridização, o trigo consumido atualmente tem apenas o nome igual ao antigo. 

E o trigo anão, que é o trigo atual, além de apresentar 400 vezes mais glúten que o trigo original, tem um índice glicêmico altíssimo e ainda é inflamatório para nosso organismo, já que ele não é reconhecido como alimento natural. 

Nos primeiros dias da exclusão do trigo da alimentação, alguns apresentam irritabilidade, fadiga, fome emocional descontrolada, confusão mental e, em alguns casos, até depressão. São sinais de abstinência química, como qualquer outra droga no corpo. Além disso, alguns pesquisadores já relacionaram o consumo do trigo a diversas doenças e sintomas crônicos. 

Como nosso cérebro é seletivo, é importante treiná-lo para atingir esse objetivo. Não somente eliminar algo que faz tanta presença e fará diferença no princípio, mas incluir algo que substitua.

Por isso lancei um desafio e venho aqui motivar vocês: um mês sem glúten. Excluir da alimentação qualquer derivado de trigo como bolo, pão, bolachas, biscoitos, tortas e quiches. E sentir como seu corpo irá reagir com essa mudança. 

Para os corajosos, eu criei diversos e-books com receitas fáceis e rápidas pra ajudar nessa jornada. No site, você pode aproveitar para comprar alguns deles com desconto até a próxima semana. 

Pra introduzir novos conceitos é importante desapegar de conselhos velhos que te impossibilitam de mudar!  Muitas vezes nós já mudamos. Nossas papilas gustativas, por exemplo, mudam todo ano e a única coisa que precisa acontecer é você se permitir pensar diferente e ser uma pessoa diferente. 


#Namasté

XANDA FOGAÇA (COLAB ESPECIAL)

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