COLUNA DA NATÁLIA

HERMANNY E GIANNETTI: NOVO VECCHIO SOGNO28/06/18

FERNANDO HERMANNY E GERMANA GIANNETTI ARRASAM NO 'RETROFIT'

Penso que o amadurecimento de uma jornalista de moda a leva quase que imediatamente para a casa, incluam-se aí design, decoração e arquitetura. Hoje desejo mais adornos que sapatos e bolsas, toalhas e roupas de cama a vestidos, e por aí vai.

De olho nisso e na relação cada vez mais próxima entre o meu trabalho e os mercados da decoração, do design e da arquitetura, resolvi criar um espaço em que destaco projetos que me chamaram a atenção por motivos vários. Minha proposta não é fazer um descritivo do projeto, com informações técnicas que o leitor leigo não precisa saber, mas, sim, falar dos pontos que me chamaram a atenção e, assim, jogar luz sobre profissionais que admiro e outros que ainda não conheço muito, mas pretendo fazê-lo.

Panorâmica do salão principal. Repare no bar ao fundo!

Pra começar escolhi o "retrofit" do Vecchio Sogno, restaurante dos mais tradicionais de Belo Horizonte que há tempos não passava por uma reforma. Quem assina é a dupla Fernando Hermanny e Germana Giannetti, assíduos frequentadores da casa e alunos de mestre Ivo Faria, o chef por trás da casa.

A demanda inicial do cliente - que foi prontamente atendida pela dupla, que conhece o espaço como poucos - era que o restaurante não fechasse nem um dia sequer. O Vecchio só fechou um diazinho, durante o Carnaval, para a troca do forro da área de circulação.

“Fomos isolando os salões, interferindo minimamente com obra. Só foi preciso derrubar uma divisória no salão principal, o resto foi mesmo o trabalho de pensar nos revestimentos, cartela de cores, mobiliário, adornos e as obras de arte", me contou o Fernando ao telefone 

As cadeiras foram mantidas, mas ganharam novos forros e tonalização da madeira, já que são de qualidade e confortáveis para o cliente. Acredite se quiser: Ivo Faria tem uma estimativa do tempo de permanência dos clientes na casa e já comemora uma demora ainda maior depois do "retrofit".

Sua majestade, o piano!

Outra questão que veio dele (Ivo) foi a acústica para a qual os arquitetos encontraram várias soluções, tanto no forro quando no revestimento. E se o assunto é a acústica falemos do piano de calda, que sempre foi um ícone da casa, mas andava desprestigiado. Assim ganhou luminárias de Tom Dixon sobre ele e um lugar de destaque no salão principal, onde as cores são o verde, o vinho e o azul, com pontos de dourado no papel de parede. 

Outro ponto importante foi a escolha das obras de arte que tomam conta das paredes e são o xodó do dono da casa. "Compramos muitas obras em leilões e quisemos fazer uma misturas com telas do final do século XIX, que são obras de mais de 200 anos, com as mais contemporâneas. Acho que podemos dizer que a escolha das obras de arte reflete muito a cozinha do Ivo, que tem bases absolutamente tradicionais, mas sempre recebe toques de contemporaneidade", explica Fernando

Fernando, Germana e Ivo: parceria que deu certo

 

NATALIA DORNELLAS

FOTOS NÉLIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO



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