COLUNA DA NATÁLIA

ELE ESTÁ POR TRÁS DA FLOR. #ENTREVISTA26/07/18

DEPOIS DE VIVER FORA, ROBERTO RETORNA A BH COM SUAS FLORES

Candice Bergman, Chella Safra, Natalie KleinMaythe Birman, Lecy Beltrão, Lucília Diniz Bethy Lagardère são só algumas das mulheres que passaram pela vida de Roberto Pena como grandes madrinhas. O designer floral rodou o mundo (viveu em Nova York e São Paulo) para voltar às raízes belo-horizontinas no ano passado e abrir, há pouco mais de dois meses, o seu ateliê, a Flor., num galpão de tirar o fôlego no Jardim Canadá. Muito mais que uma loja de arranjos, o espaço tem trazido novas possibilidades para a carreira deste mineiro com sotaque do mundo que conversou comigo sobre esse momento absolutamente feliz para ele. “Se eu fosse um bailarino sairia dançando”, disse.

Roberto, eu e Tetê Rezende no soft opening da Flor.  

ND: Ainda bem que você não virou jogador de vôlei, né? Suas flores alegram o dia da gente.

Roberto Pena: Sempre tive duas paixões: o vôlei e a arquitetura. A arquitetura eu tentei duas vezes o vestibular e não passei, e, no caso do vôlei, eu era muito baixo para jogar profissionalmente. Aí fui embora para Nova York, era o auge dos anos 70, eu tinha só 21 anos e dei a sorte de trabalhar com Ronaldo Maia, um mineiro radicado lá que foi o grande revolucionário dos arranjos florais. Como eu precisava pagar a faculdade, fui fazer a entrega das flores dele. Aí eu catava as (flores) que caiam e fazia os meus arranjos, até virar assistente do assistente dele.

ND: Depois de 6 anos de Nova York, surgiu na sua vida a poderosa Regina Guerreiro, certo?

Roberto: Sim. Um amigo de adolescência me convenceu a voltar para São Paulo e abrimos uma floricultura, a Escarlate, e lá conheci a Regina, que me abriu as portas. Eu fazia muita coisa para ela, para a Vogue e comecei a fazer as casas das pessoas. Depois da Regina, veio a Lucia Moreira Salles: eu saía de SP e ia ao Rio só para decorar a casa dela com flores.  

ND: As mulheres poderosas e de bom gosto têm um papel importante na sua carreira. O que aprendeu com elas?

Roberto: Aprendi a ser mais curioso e observar todo o ambiente onde vai ser colocada a flor! O estilo do mobiliário, os acessórios da decoração e a variação das cores, durante o período que vão ficar mais em evidência, são muito importantes.   

ND: Já que atendeu a tantas pessoas bacanas e conhecidas ao longo da carreira, tem algum caso curioso que possa dividir com a gente?

Roberto: Cuidava da casa do Calvin Klein, que só gostava de orquídeas brancas que ficavam numa parede externa. Um dia, fazendo a manutenção delas, o novo mordomo me pediu para fazer um centro de mesa para o jantar! Fiz um arranjo todo verde com leves toques de orquídeas brancas e, quando retornei à loja, meu patrão deu bronca dizendo que Calvin não gostava de arranjos na casa dele! No dia seguinte, Calvin liga na loja elogiando meu arranjo e querendo um igual toda semana!

ND: Falando de "zeitgeist", tem sempre uma flor que está na ordem do dia, aquelas tendências que a gente vê por aí. Qual a sua aposta para a temporada?

Roberto: Aposto no retorno das zinnias, pelas cores e pela simplicidade!

As zinnias são uma aposta 

 

ND - O galpão da Flor. é muito mais que um ateliê floral. Já pensou em transformá-lo num espaço para eventos?

Roberto: Sim, vai ser muito bacana entregá-lo decorado com a minha mão e visão do que acho moderno, simples e sofisticado! O espaço tem uma grande vocação para pequenos casamentos e eventos intimistas. 

Serviço:

Onde: av. Canadá, 444, Jardim Canadá, Nova LIma

Quando: aos sábados, de 10h às 18h, ou visitas previamente combinadas

Instagram: @flor_por_robertopena

Contato: (31) 3665-9140 ou (31) 99867-1963 (WhatsApp)

NATALIA DORNELLAS

FOTOS: JU FOINI/DIVULGAÇÃO 



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