ND AMA

COMO BH VAI ESTAR EM 2021? #GABRIEL28/05/18

HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Como BH vai ingressar na terceira década do século 21? Quais os principais pontos do planejamento para que a sexta cidade brasileira em número de habitantes chegue ao próximo decênio com soluções encaminhadas para alguns de seus principais problemas, como sustentabilidade, mobilidade, universalização do atendimento à saúde e geração de emprego e renda?

São questionamentos para os quais, infelizmente, ainda não há respostas. E o mais assustador é que 2021 está logo à frente. Restam 31 meses para chegarmos lá. E, pelo visto, o prazo será curto para a implementação de uma estrutura de planejamento básico. Esta é uma conclusão primária para quem conhece o ritmo das tomadas de decisão em Belo Horizonte. Tudo é muito lento quando se fala em planejamento e execução.

Tomemos por exemplo a votação do Plano Diretor na Câmara Municipal. A questão se arrasta desde 2014, quando foi realizada a Conferência das Cidades, para que todos os setores da população da capital participassem do debate e encaminhamento de propostas para o novo arcabouço normativo da ocupação urbana em BH. Pois bem, o projeto do Plano Diretor só chegou à Câmara no fim de 2016 e, desde então, não recebeu o devido tratamento e sua tramitação parou.

Arte meramente ilustrativa do designer Gustavo Gontijo

                         

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou há poucos dias que um substitutivo ao projeto que está no Legislativo Municipal seria enviado ainda em maio, mas isso até agora não ocorreu. Faltam alguns dias para o mês terminar, mas, mesmo que a proposta seja remetida à Câmara no prazo estipulado pelo município, teremos um período difícil para a tramitação de questão tão importante para os 2,5 milhões de habitantes de BH.

Em primeiro lugar, porque há alguns projetos que travam a pauta de votação na Câmara. E como não há um bom canal de diálogo entre a liderança do governo e os vereadores independentes e de oposição, essas votações não devem ter encaminhamento rápido, o que atrasará a tramitação do substitutivo do Plano Diretor. Em segundo lugar, este é um ano de eleições e muitos vereadores vão concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal.

Terá que haver um ajuste fino de sintonia para que a pauta da Câmara tenha andamento normal durante a campanha eleitoral. Do contrário, a discussão do substitutivo ao Plano Diretor ficará prejudicada. Também é necessário que a tramitação não seja feita de forma açodada. Qualquer falha no projeto impactará a vida de um grande número de belo-horizontinos. É um projeto de muita complexidade, que merece toda a atenção dos vereadores. Ou seja, a tramitação deverá ser ágil e ao mesmo tempo cuidadosa. É o futuro da capital que está em jogo, e este futuro já bate na porta. Como BH vai recebê-lo?

 

#futuro

 

GABRIEL AZEVEDO (COLAB ESPECIAL)

ARTE GUSTAVO GONTIJO



COMPARTILHE A MATÉRIA


COMENTÁRIOS




MENSAGEM




FACEBOOK