COLUNA DA NATÁLIA

QUE FILME BRASILEIRO É ESSE? #QUIZ12/09/19

Com ''Cinema, aspirinas e urubus'' começo minha retomada do cinema brasileiro

Fiz uma provocação no Stories do Instagram @nataliadornellas, perguntando que filme era aquele para ver a quantas andamos de cinema brasileiro. Não tive nenhuma resposta correta. 

 

Particularmente também ando tão atrasada na pauta que só assisti “Cinema, aspirinas e urubus”, semana passada, embora ele tenha sido lançado em 2005 com grande sucesso de crítica. 

Começar minha “retomada” (do cinema brasileiro)  com ele foi perfeito porque trata-se de um filmão.“Cinema, aspirinas e urubus” se passa no sertão nordestino, em 1942, durante a 2ª Guerra Mundial, por onde viaja o alemão Johan (Peter Kenath), que vende de maneira engenhosa a famosa Aspirina para dor de cabeça. O barato é que ele leva consigo uma tela e um projetor de cinema, e em cada parada exibe documentários e atraentes filmes publicitários sobre o seu produto para uma gente desacostumada à emoção da tela grande.


No caminho, Johan dá carona a várias pessoas até entrar em cena Ranulpho (vivido com competência por João Miguel), que passa a acompanhá-lo em troca de uns vinténs, já que seu objetivo é se mandar dali e encontrar a prosperidade no Rio de Janeiro.

O filme dirigido pelo competente Marcelo Gomes tem uma bela fotografia, com luz estourada - que vista através do pára-brisas do carro passa a sensação de um calor infernal - e um ritmo lento que não cansa a audiência, ou melhor, a lentidão embala.

Ali são tratados temas como a amizade e o preconceito, invertendo o clichê, já que Ranulpho é um nordestino que fala mal de seus conterrâneos está perfeito no papel - e Johan, um alemão pacifista que foge da guerra para se lançar no Brasil profundo. 


Assisti no Netflix (por três vezes), na última semana, e recomendo.

 

NATALIA DORNELLAS 

FOTOS: REPRODUÇÃO 

 



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